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14 de abril de 2014

Livro do Dia #3

Oie!!!

Boa tarde!!! Seguindo a linha literária de hoje, vamos falar sobre um livro que figurou na lista de desejos de 10 entre 10 leitoras assíduas: A Culpa é das Estrelas, do John Green.
A comoção foi tanta a respeito do livro, que ele virou até filme, vejam só. Como o filme ainda não estreou, não posso tecer comentários sobre ele, embora já vá adiantando que com certeza vou implicar... Pra mim, o livro é sempre melhor que o filme... Minha imaginação é muito mais fértil do que a dos produtores... hahahahaha

"Alguns infinitos são maiores que os outros... "



Pois bem, a história é contada do ponto de vista de Hazel Grace, uma adolescente com câncer, e nos mostra um pouco da visão do adolescente a respeito dessa doença tão temida e em torno da qual habita um grande tabu. Ninguém fala abertamente de câncer... Sério, o simples fato de mencionar a doença parece trazer o medo de que a pessoa que fala atraia a doença para si, ou coisa parecida... (e antes que vocÊs pensem que nunca tive ninguém próximo com câncer pra falar desse jeito, eu digo que já tive e tenho, por isso tenho essa opinião). Mas, voltando a falar do livro, Hazel nos leva a conviver com suas dificuldades, suas "incucações" e com um sentimento improvável de acontecer com que não espera grandes coisas da vida.
Nesse momento entra nosso Augustus (ou Gus, para os íntimos). Também sofrendo da mesma realidade de Hazel, embora sua doença se encontre em remissão, ele ainda frequenta o grupo de apoio para adolescentes com câncer, em apoio a seu amigo Isaac. E é lá que nosso casal improvável se conhece.
O legal do livro, pra mim, não está simplesmente no romance, que já era até previsível, mas na forma como ele vai se construindo... Se apaixonar é uma das últimas coisas em que um paciente com câncer pensa, era uma das últimas coisas na qual a Hazel pensava... E a graça está justamente aí. Quando você pensa que não pode ser surpreendida, boom!!! A bomba explode.
Foi bonito ver como um pode achar no outro apoio pra suportar um prognóstico tão sombrio e apesar deste mesmo prognóstico, ainda descobrir formas diferentes de se encarar a vida. Isso mostra que não importa como será o amanhã, hoje ainda é tempo de celebrar o hoje, de aproveitar o que está ao nosso redor, de nos esforçar para fazer alguém feliz!!!

Acho que nunca vi um livro que abordasse a história de algum adolescente com uma doença terminal, mas John Green conseguiu ser sensível sem ser piegas. Ele dá conta de mostrar a fragilidade do cenário sem soar excessivamente "caridoso". Lendo o livro, você não pensa: "Ah, coitadinho deles.... snif snif". só o que você consegue pesar é: "Nossa, como eles conseguiram????"

Enfim, recomendo fortemente a leitura... O destino da gente pode até estar traçado, mas até o fim chegar, quem decide como vai ser o caminho até lá, é você... OKAY???

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